Smartphone passa PC no acesso a internet no Brasil

Smartphone passa PC no acesso a internet no Brasil

O uso do telefone celular se consolida como o principal meio para acessar a internet no Brasil. É o que mostra o Suplemento de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2015, divulgado em dezembro de 2016 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2015, 92,1% dos domicílios brasileiros acessaram a internet por meio do telefone celular, enquanto 70,1% dos domicílios o fizeram por meio do computador. Em 2014, o acesso à internet (80,4% dos domicílios) por meio do celular também foi predominante em relação ao uso do computador (76,6% dos domicílios).

Foi constatado em 2015 pela primeira vez uma redução em termos absolutos no número de domicílios que acessaram a internet por meio de computador, passando de 28,2 milhões de domicílios, em 2014, para 27,5 milhões, em 2015.

Em 2015, todas as regiões passaram a navegar na rede mais pelo celular. A Região Norte apresenta o maior percentual de domicílios que usam o telefone celular para acesso à internet (96,7%), seguida do Centro-Oeste (95,6%), do Nordeste (93,9%), do Sudeste (91,5%) e do Sul (88,2%).

Uso da internet

Em 2015, o percentual de pessoas que acessaram a internet alcançou 57,5% da população de 10 anos ou mais de idade, o que corresponde a 102,1 milhões de pessoas. O contingente formado pelos jovens de 18 ou 19 anos teve a maior proporção (82,9%). Em todos os grupos compreendidos na faixa de 10 a 49 anos de idade, o uso da internet ultrapassou 50%, mostra a pesquisa.

A utilização da internet mostrou relação direta com os anos de estudo, indicando proporções crescentes entre os mais escolarizados. O maior percentual de acesso à internet foi observado na população com 15 anos ou mais de estudo (92,3%).

Em 2015, a internet foi usada por 79,8% dos estudantes e 51,7% dos que não estudam. Alunos da rede privada (97,3%) acessaram mais internet do que os da rede pública (73,7%).

Pessoas que trabalham em educação, saúde e serviços sociais foram as que mais usaram internet: 87,1% contra quem trabalha no serviço agrícola, com 16,8%.

Quanto maior o rendimento, maior a utilização da internet: 92,1% das pessoas que ganham mais de 10 salários mínimos acessaram a internet contra 32,7% das pessoas sem rendimento ou que ganham até um quarto do salário mínimo.

Menos de 1% com internet discada. O IBGE constatou ainda que a coexistência dos dois tipos de banda larga é observado em 35,5% dessas residências. Por outro lado, já em franco desuso, aparece a conexão discada, presente em 0,8% dos lares com acesso à internet.

Fontes
EBC
G1

Paulo Miranda

Eterno programador, formado em 1997. Empreendedor na Baruk Soft desde 2017. Estou há mais de 20 anos codificando, resolvendo problemas e criando soluções. Já participei da implantação da bilhetagem eletrônica em duas capitais. Aprendi HTML em 97, quando fiz meu primeiro site. Entrei no mundo mobile em 2001 ao criar um sistema de força de vendas no jurássico PalmOS. Aplicativos para Android desde 2012. E aplicativos para IOS só aprendi em 2015 quando trabalhei em uma startup.